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O que eu tenho a dizer sobre: O Teorema Katherine

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Terminei de ler O Teorema Katherine, o segundo livro do autor John Green, na semana passada e hoje resolvi vir aqui falar um pouquinho sobre o livro e o que eu achei dele.

Colin Singleton (Ex-garoto prodígio, judeu, nada religioso, vencedor do Kranialkidz, viciado em anagramas) é um adolescente que tem um curioso gosto por certos tipos de garotas. Enganam-se aqueles que acham que ele prefere as mais gordinhas, ou as mais magrinhas. Loiras ou morenas. Ou até mesmo as ruivas. Na verdade, Colin é apaixonado por Katherines! Pois é, foram 19 namoradas todas elas chamadas Katherine. E o mais curioso ainda é que TODAS, as 19 garotas, terminaram com ele.
Assim, depois do 19º pé na bunda, Colin resolve sair em uma viajem de carro com seu melhor amigo Hassan (muçulmano, odeia estudar e não quer saber da faculdade). Os dois, a bordo do Rabecão de Satã, caem na estrada sem rumo e sem destino.
A aventura realmente começa quando eles resolvem visitar o tumulo do Arquiduque Francisco Ferdinando no condado de Carver, Tennessee, conhecem Lindsey Lee Wells e, por um acaso, acabam arranjando um emprego e uma hospedagem! É aí que Colin começa a trabalhar em um Teorema que poderá prever o possível final de um relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

O livro possui uma história realmente muito boa, e os personagens são realmente cativantes (embora Colin, às vezes, pareça um chorão carente de marca maior). Além disso, John Green  (que se mostra mais uma vez um autor maravilhoso), mescla a excelente historia com matemática e observações no rodapé que explicam vários fatos e deixa o livro ainda mais engraçado. Há! E mesmo que você não seja bom em matemática (relaxa, eu te entendo) no final do livro tem um apêndice explicando todos os gráficos e como eles foram criados.

O livro tem 299 páginas, a leitura é super agradável e essa capa é liinda rs. Por causa de um tempo meio turbulento acabei tendo pouco tempo para ler e lendo-o bem divagar, mas sentia que o livro me prendia demais e sempre que eu tinha que largar o livro era um suplício rs.


ISBN: 9788580573152 Editora: Intrínseca Páginas: 304

O livro é recomendadíssimo!
E pra quem se interessou o Submarino disponibilizou o primeiro capítulo dele para quem quiser ler. É só clicar aqui e dar uma olhadinha!

Uma boa leitura e uma ótima semana a todos!

O Caçador de Pipas - Um

sábado, 7 de maio de 2011
Dezembro de 2001

EU ME TORNEI O QUE SOU HOJE aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto.

Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: “Por você, faria isso mil vezes!” Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém.

Sentei em um banco do parque, perto de um salgueiro. Pensei em uma coisa que Rahim Khan disse um pouco antes de desligar, quase como algo que lhe houvesse ocorrido no último minuto. “Há um jeito de ser bom de novo.” Ergui os olhos para as pipas gêmeas. Pensei em Hassan. Pensei em baba. Em Ali. Em Cabul. Pensei na vida que eu levava até que aquele inverno de 1975 chegou para mudar tudo. E fez de mim o que sou hoje.
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